BRASLIA - Preocupado com a repercusso negativa da manuteno da aposentadoria privilegiada dos parlamentares, o presidente da Cmara, Lus Eduardo Magalhes (PFL-BA), decidiu ontem que o Instituto de Previdncia dos Congressistas (IPC) ser extinto.
A idia  acabar com o instituto atravs de lei ordinria a ser votada nos prximos 60 dias.
Apesar de ter o apoio de todos os lderes, Lus Eduardo encontra fortes resistncias dos deputados.
"Os deputados e os lderes esto com medo da imprensa.
Para manter o IPC em seu substitutivo, Euler alegou que o lder do PMDB, Michel Temer (SP), tinha sofrido presses de vrios parlamentares.
Na avaliao dos lderes e de Lus Eduardo, a polmica em torno do IPC poderia prejudicar a tramitao da reforma da Previdncia.
E a manuteno do instituto poderia ser um pretexto para CUT sair das negociaes da reforma da Previdncia.
O PFL e o PMDB, os dois maiores partidos da Cmara, vo consultar suas bancadas para tomar uma posio.
"A aposentadoria  um direito individual e, portanto, as bancadas tm que decidir sobre o fim do instituto", disse Temer.
A lei propondo o fim do IPC preservar direitos adquiridos.
